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| FOTO : AGÊNCIA DO BRASIL EBC |
Consagrará um campeão inédito. A partir das 7h (horário de Brasília), Espanha e Inglaterra se enfrentarão no Estádio Austrália, em Sydney, em busca de uma conquista inédita para ambas as seleções.
As Leoas, como são conhecidas as jogadoras inglesas, chegam ao Mundial como favoritas após conquistarem, pela primeira vez, a Eurocopa no ano passado, na qual foram as anfitriãs. Durante a campanha, elas enfrentaram justamente as espanholas nas quartas de final, vencendo por 2 a 1 na prorrogação.
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Embora não estivesse entre as principais candidatas ao título, a Espanha chegou à Copa com grandes expectativas. A equipe tem como base o Barcelona, atual campeão europeu de clubes, e conta com nove jogadoras convocadas ligadas ao clube catalão. Além disso, o país possui uma das gerações mais promissoras do futebol feminino, sendo campeão mundial sub-20 e bicampeão sub-17.
Invictas na competição, as jogadoras inglesas venceram cinco partidas no tempo normal e uma nos pênaltis (contra a Nigéria, nas oitavas de final, após empate sem gols no tempo regulamentar). Na semifinal, as Leoas derrotaram a anfitriã Austrália por 3 a 1. Até o momento, a equipe marcou 13 gols e sofreu apenas três. As atacantes Lauren Hemp e Alessia Russo, junto com a meio-campista Lauren James, são as artilheiras da equipe, cada uma com três gols. James, aliás, pode ser uma novidade na escalação, já que foi expulsa na partida contra a Nigéria e cumpriu suspensão de dois jogos. Até então, ela vinha se destacando na Copa, participando diretamente de seis gols, sendo três marcados por ela e três assistências.
A presença de James entre as titulares ainda não foi confirmada pela treinadora Sarina Weigman, que estará disputando sua segunda final de Copa neste domingo. Em 2019, na França, dois anos após levar a Holanda ao título da Eurocopa, ela levou sua seleção à decisão inédita de um Mundial, terminando com o vice-campeonato. No ano passado, Weigman foi eleita a melhor treinadora do mundo pela terceira vez pela FIFA.
Por sua vez, a Espanha possui o melhor ataque da Copa, com 17 gols marcados. Assim como a Inglaterra, três jogadoras estão liderando a artilharia da equipe: as atacantes Jennifer Hermoso e Alba Redondo, e a meio-campista Aitana Bonmatí (cada uma com três gols). Bonmatí é uma das peças-chave da seleção espanhola, já que a meio-campista Alexia Putellas, eleita duas vezes a melhor jogadora do mundo, se juntou à equipe pouco tempo após se recuperar de uma lesão no joelho.
Bonmatí também faz parte de um grupo de 15 jogadoras que, segundo a imprensa espanhola, pressionaram a federação pela saída do técnico Jorge Vilda (na época lesionada, Putellas apoiou o movimento). Três delas acabaram voltando atrás e retornaram à seleção, mas o distanciamento entre treinador e elenco ainda é evidente.
Além de Bonmatí e Putellas, outra destaque da equipe espanhola é Salma Paralluelo, de 19 anos, que joga junto com elas no Barcelona. Paralluelo foi campeã mundial sub-17 e sub-20 e tem a possibilidade de se tornar a primeira jogadora a conquistar esses títulos e também a Copa do Mundo. Antes de se dedicar ao futebol, ela atuava como velocista. A atacante marcou gols importantes nas vitórias contra a Holanda (quartas de final) e Suécia (semifinal), sempre entrando como substituta.
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A seleção vencedora deste domingo se juntará ao seleto grupo das campeãs mundiais no futebol feminino. Atualmente, esse grupo é liderado pelos Estados Unidos, com quatro títulos, e também conta com Alemanha (dois), Japão e Noruega (um cada). Além disso, os campeões igualarão a conquista da seleção masculina da Alemanha, sendo os únicos até o momento a vencerem a Copa do Mundo tanto no masculino quanto no feminino.
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