Luciano Frazão durante o Campeonato Brasileiro de Paraescalada 2022 em CuritibaAline Machado/ABEEMarina Dias vai em busca de título inédito no Campeonato Mundial de Paraescalada
Competição tem início nesta terça (08/08) em Berna na Suíça e contará com a participação de outros 2 paratletas brasileiros.
Depois de um hiato de três edições, o Brasil voltará a ter representante no Campeonato Mundial de Paraescalada. Melhor ainda: representantes! Será a primeira vez que a equipe brasileira terá mais de um atleta competindo em um evento internacional da modalidade. As disputas já começam nesta terça-feira (08/08), em Berna na Suíça, com as qualificatórias masculinas e femininas.
Marina Dias com a medalha de ouro da Copa do Mundo de Paraescalada em Innsbruck
O grande destaque do Brasil, e da competição, é a paulista Marina Dias, dona de três medalhas no circuito da Copa do Mundo de Paraescalada em 2023, sendo duas de ouro e uma de prata. A paratleta chega com uma das grandes favoritas à medalha na sua categoria, a RP3, para atletas com limitações leves no alcance e na força. Será a primeira participação de Marina em um Campeonato Mundial da modalidade e a chance de repetir - e até melhorar - o feito de Raphael Nishimura, medalha de prata no Campeonato Mundial de Paraescalada 2012, em Paris na França, e atual presidente da Associação Brasileira de Escalada Esportiva - ABEE.Além de Marina, o time brasileiro em Berna contará com mais dois participantes, estreando em competições internacionais na modalidade. O brasiliense Luciano Frazão irá competir na categoria AL2, para atletas com um dos membros inferiores amputados ou com severo comprometimento da função motora. Nosso outro representante é o paranaense Leonardo Vilha, que compete na categoria AU3, para atletas com comprometimento em pelo menos uma das mãos, ou com vários dedos ausentes ou com função motora reduzida. Os dois competem sem expectativas de resultados, mas sonham em repetir o desempenho de Marina em 2022, quando estreou em competições internacionais conquistando uma medalha de ouro, na Copa do Mundo de Paraescalada em Salt Lake City (EUA).
Como acompanhar
A competição em Berna terá duas fases: Qualificatórias e Finais. As qualificatórias acontecem na terça (08/08), e não terão transmissão. Contudo, será possível acompanhar os resultados ao vivo, pelo site da Federação Internacional de Escalada Esportiva (IFSC). Na quinta (10/08), serão as finais da cada categoria, estas com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube da IFSC.
Qualficatórias - Masculino e Feminino | 08/08 a partir das 4h*
Finais - Masculino e Feminino | 10/08 a partir das 8h*
*Horário de Brasília
A Paraescalada
A Paraescalada tem crescido no mundo com o fomento da Federação Internacional de Escalada Esportiva (IFSC). Inicialmente a IFSC promovia apenas com o Campeonato Mundial a cada 2 anos, mas, desde 2021 a modalidade ganhou um circuito de competições: a Copa do Mundo de Paraescalada.
Na Paraescalada os atletas são divididos em classes esportivas de acordo com o tipo de limitação que apresentam. Eles são classificados nestas classes após passarem por avaliação médica. São 4 classes distintas, com subdivisões segundo o grau de severidade das limitações: a classe B é para atletas com limitação visual; a classe AL para atletas com amputação ou limitação severa dos membros inferiores; AU para atletas com amputação ou limitação severa dos membros superiores; e RP para atletas com comprometimento de força ou alcance em quaisquer dos membros.
A IFSC tem trabalhado intensamente para incluir a Paraescalada nos Jogos Paralímpicos de 2028 em Los Angeles. A decisão final do comitê organizador dos jogos será no final de 2023, e deve escolher apenas entre 2 paradesportos: a Paraescalada e o Parasurf.
A Paraescalada ainda é uma modalidade em desenvolvimento no Brasil. Mesmo com poucos atletas competindo no país, a ABEE mantém ativo o Campeonato Brasileiro para a categoria desde 2014, onde os atletas competem com isenção de pagamento de filiação e inscrição.
Por ainda não fazer parte do programa dos Jogos Paralímpicos, a ABEE não recebe recursos do Comitê Paralímpico Brasileiro para investir exclusivamente na Paraescalada, mas, já tem conversado com a entidade para buscar formas de fomentar a modalidade e financiar os paraescaladores brasileiros.




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